Opinião/Guia

Torneio Lunar: como vencer, resolver o enigma e decidir o destino de Bakir em The Blood of Dawnwalker

Publicado em 15/09/2026 · 6 min de leitura

O Torneio Lunar é um dos encontros mais melancólicos e tensos de The Blood of Dawnwalker. É um segmento construído tanto para teste de habilidades quanto para forçar escolhas narrativas que reverberam pelo resto do jogo. Aqui vamos além do simples passo a passo: explico decisões táticas, como resolver o enigma das três mãos, o que importa na hora do combate e ofereço uma opinião clara sobre como tratar Bakir quando a poeira baixar.

Por que o Torneio Lunar importa

Além de ser um desafio de combate, o Torneio Lunar é um quebra-cabeça moral. Você, como Coen, pode usar subterfúgios para enfraquecer concorrentes, firmar acordos incertos ou encarar tudo com força bruta. A estrutura do evento também força gerenciamento de tempo: há um total de seis segmentos temporais vinculados à missão, e as escolhas que fizer antes do torneio têm impacto direto na dificuldade e nas opções de combate.

Preparação: tempo, upgrades e posicionamento

O torneio sempre começa à tarde e, depois que Farkas aparece, você tem três segmentos de tempo antes do início. Não desperdice esses turnos simplesmente adiantando o relógio. Use-os para melhorar atributos e habilidades úteis — prioridade para domínio de espada e estatísticas de combate corpo a corpo, já que você inicia com equipamentos básicos durante as fases iniciais.

Outra preparação prática: saqueie tudo durante o torneio. Caixas e barris costumam conter frascos de sangue que restauram vida. Além disso, derrotar e saquear adversários permite trocar para equipamento superior ao longo do caminho, reduzindo a necessidade de depender de itens raros.

Interagir com os concorrentes: alianças que valem a pena

Você tem três segmentos para conversar ou sabotar outros quatro competidores. Não dá para fazer tudo, então escolha com critério.

Porcospinho (recomendado)

Oferece um acordo de não agressão que é honrado durante o torneio. Garantir essa paz evita uma luta que pode complicar sua jornada até Bakir.

Fouineira (recomendado)

Não é uma aliança cristalina, mas ela tende a ser útil se você deixar claro que pretende eliminar Bakir. Em seguida, ela pode lhe presentear com um amuleto relevante para builds específicas.

Barata (recomendado sabotagem)

É um personagem difícil de manobrar por diálogo. A alternativa prática é envenená-lo com folhas encontradas em um arbusto próximo. Na hora do torneio você o encontrará enfraquecido, poupando uma luta difícil.

Rato

Oferece pouca vantagem. Promete silêncio se você confessar seus planos contra Bakir, mas não fornece apoio real. Ignorar é normalmente a melhor escolha.

O enigma das três mãos: qual buraco escolher?

No labirinto do torneio você chega a um portão trancado com um enigma onde deve enfiar a mão em um de três orifícios. A escolha certa é o buraco à esquerda. As outras aberturas causam envenenamento, enquanto a esquerda contém elementos mais alinhados ao caráter sombrio da provação — é a única segura para prosseguir sem penalidade.

Se estiver inseguro, há sempre a alternativa de abandonar o diálogo e procurar Farkas, que aparece por trás do portão. Ainda assim, conhecer a solução economiza recursos e elimina risco desnecessário.

Combate com Bakir: como garantir o duelo um contra um

Para forçar o confronto direto contra Bakir sem os capangas, algumas condições precisam ser atendidas. Evite remover sua espada ou máscara em momentos que adiem a agressão; mantenha a postura que leva Bakir a convidar você para a disputa privada. Se optar por cortar caminho e declarar guerra antes da cerimônia, terá de enfrentar todos os capangas desarmado e em trapos — uma opção possível, mas muito mais difícil e punitiva.

Durante a luta com Bakir, cuidado com ataques intransponíveis. Ele usa investidas lineares e chicotes de sangue que só são evitáveis com esquiva lateral bem cronometrada. Não confie cegamente em vampirismo para recuperar vida aqui: usar habilidades vampíricas repetidamente indica sua natureza para Bakir e pode transformar o encontro numa luta mais longa contra a sua guarda.

Pós-batalha: matar, drenar ou convidar?

Quando Bakir cai, você tem opções narrativas fortes. Drenar o sangue dele permite uma conversa final em Anachora e abre a possibilidade de convidá-lo para habitar sua cabeça como um comentarista vivo — uma escolha que altera a experiência narrativa com observações periódicas. Se você recusar o convite, Bakir apodrecerá em Anachora e desaparecerá da sua linha imediata de história.

Do ponto de vista prático, drenar é útil para colher o diálogo e o equipamento valioso (a armadura lendária). Convidar Bakir transforma a jornada do jogador ao conceder um companheiro de sarcasmo e informação — algo que alguns jogadores vão amar pela camada narrativa extra, enquanto outros vão achar incômodo.

Minha opinião como VOID NERD

O Torneio Lunar é um encontro que recompensa planejamento e clareza de propósito. Minhas recomendações: forme alianças com o porcospinho e a fouineira, envenene a barata para evitar uma luta desnecessária, resolva o enigma pela esquerda e mantenha suas armas e máscara para forçar o confronto privado com Bakir. No combate, evite exagerar no vampirismo e priorize esquivas laterais para as investidas letais.

Quanto ao destino de Bakir, o VOID NERD prefere drenar e convidar. Não é uma escolha puramente utilitária: ter Bakir como voz interior adiciona camadas ao roteiro, rende diálogos mordazes e transforma decisões futuras com uma nova lente. Para quem joga por história e caráter, é a opção mais rica. Se seu objetivo for apenas eficiência, drenar e deixá-lo apodrecer também é aceitável — você ainda fica com os equipamentos e encerra o arco.

Veredito VOID NERD

Vença o Torneio com astúcia: alianças seletivas, sabotagem cirúrgica, enigma à esquerda e duelo presencial. Depois da luta, drene Bakir e convide-o para sua mente se você quer uma narrativa mais saborosa; caso contrário, elimine-o e siga em frente. Para nós, a melhor experiência narrativa vem com Bakir dentro da sua cabeça — um companheiro sombrio que vale o risco.

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