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Naughty Dog confirma dois novos projetos de The Last of Us e indica afastamento da história de Ellie

Publicado em 29/09/2026 · 5 min de leitura

O estúdio Naughty Dog confirmou que trabalha em dois novos projetos ligados ao universo de The Last of Us, mas deixou claro que a intenção é estender o cânone para além das histórias já contadas em The Last of Us Part I e Part II. O anúncio veio por meio de uma publicação do chefe do estúdio, Neil Druckmann, em comemoração ao The Last of Us Day 2026.

O que foi confirmado

Segundo a mensagem oficial do estúdio, os dois projetos estão em estágios iniciais de desenvolvimento. A declaração enfatizou que ambos têm o objetivo de expandir o cânone da franquia, ou seja, acrescentar narrativas ao mundo estabelecido pelos dois jogos lançados até agora.

Também foi afirmado que a equipe só retornaria ao universo de The Last of Us se tivesse algo relevante a dizer — uma forma de sinalizar que qualquer novo conteúdo deve justificar-se narrativamente, e não existir apenas por exploração comercial.

Além disso, o estúdio informou que, no momento, está empenhado no desenvolvimento do novo IP de grande porte intitulado Intergalactic: The Heretic Prophet. Sobre esse projeto, Naughty Dog disse que não haverá novos materiais divulgados ainda em 2026, mas que uma apresentação mais substancial está planejada para o ano seguinte.

O que isso significa para Ellie e Abby

Embora o estúdio não tenha declarado explicitamente que encerrará a trajetória de Ellie e Abby, o fato de os novos projetos ampliarem o cânone “além” dos dois jogos existentes sugere um afastamento das linhas narrativas centradas nas protagonistas que dominaram a série até aqui. Isso faz sentido do ponto de vista narrativo: The Last of Us Part II terminou de uma forma que, para muitos, fechou arcos centrais tanto de Ellie quanto de Abby.

Na prática, a movimentação pode indicar que futuros títulos explorarão novos personagens, localidades ou períodos do universo pós‑apocalíptico criado pela Naughty Dog. Trata‑se de uma possibilidade plausível, mas ainda não confirmada em detalhes pelo estúdio.

Contexto: por que isso importa

O anúncio chega em um momento em que a franquia vive uma fase de transição. The Last of Us Part II recebeu reações divididas quando foi lançado, em especial por conta das escolhas narrativas que tentaram humanizar antagonistas e subverter expectativas. Boa parte da comunidade respondeu com críticas acaloradas; ao mesmo tempo, muitos defenderam a ousadia do estúdio.

Voltar a contar histórias no mesmo núcleo de personagens correria o risco de reviver tensões já estabelecidas. Ao optar por expandir o cânone para além de Part I e II, Naughty Dog abre espaço para novas vozes e enfoques dentro do mesmo universo — com potencial para reduzir o foco em disputas antigas e reaquecer o interesse por perspectiva renovada.

Tempo e prioridades do estúdio

É importante lembrar que ambos os projetos de The Last of Us foram descritos como estando em fases bem iniciais. Isso, somado ao trabalho em Intergalactic, indica que os fãs provavelmente terão de esperar antes de ver material concreto dos novos títulos. O estúdio já avisou que não haverá novidades sobre Intergalactic em 2026, o que dá uma pista sobre os prazos e prioridades internas.

Análise VOID NERD

Fato é que Naughty Dog está adotando uma postura cautelosa e intencional. Dizer que só retornará ao universo se houver algo “merecedor” mostra uma preocupação legítima com qualidade narrativa. Isso é positivo: The Last of Us é uma marca valiosa e o gesto de não explorar o legado sem propósito reduz o risco de decisões criativas forçadas.

Por outro lado, a estratégia traz desafios. Expansões canônicas fora do núcleo original precisam equilibrar duas demandas conflitantes: oferecer novidade suficiente para não parecer repetição e, ao mesmo tempo, respeitar o tom e a construção do universo que conquistaram o público. Se for bem feita, pode revitalizar a franquia; se for mal calculada, pode diluir o que fez The Last of Us ser memorável.

Outro ponto: com Naughty Dog dividindo atenção entre um novo IP grande e dois projetos de The Last of Us ainda embrionários, é razoável esperar um cronograma longo. Isso pode frustrar fãs ansiosos por mais material, mas também preserva tempo para desenvolvimento cuidadoso — algo que o estúdio historicamente valoriza.

Finalmente, há um benefício indireto dessa mudança de foco: afastar as narrativas de protagonistas já tão debatidas pode reduzir a toxicidade em torno da franquia. Isso não resolve discordâncias legítimas sobre escolhas criativas, mas cria espaço para histórias que sejam julgadas por seus méritos próprios, não apenas por comparação com arcos pessoais anteriores.

Veredito VOID NERD

Naughty Dog tem caminho aberto: as declarações oficiais mostram intenções acertadas e responsabilidade criativa. Mantemos otimismo cauteloso. A melhor saída para a franquia, agora, é usar esse tempo para construir narrativas que expandam o mundo de The Last of Us com propósito — sem reaproveitar fórmulas, mas sem perder o pulso emocional que tornou os primeiros jogos tão fortes.

Conclusão objetiva: confirmado — há dois projetos iniciais que ampliam o cânone; implícito — a continuidade da história de Ellie e Abby está, ao menos por ora, fora do foco; prognóstico — o desenvolvimento será lento e depende das prioridades do estúdio, incluindo o novo IP Intergalactic.

Vamos acompanhar: quando Naughty Dog tiver algo concreto para mostrar, será o momento de julgar pela consistência narrativa e pela capacidade de renovar a franquia sem trair sua identidade.

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