JOGOS QUE SERÃO ADAPTADOS PARA FILMES E SERIES! SE LIGA!

Os consoles mais vendidos da história

Durante muitos anos, adaptações de videogames foram tratadas como produções condenadas ao fracasso. Filmes apressados, histórias pouco fiéis e personagens descaracterizados criaram uma enorme desconfiança entre jogadores.

Esse cenário começou a mudar. Produções recentes mostraram que os universos dos games podem funcionar no cinema e no streaming quando recebem tempo, investimento e equipes que compreendem o material original.

Agora, uma nova geração de adaptações está sendo preparada. Franquias como Street Fighter, Tomb Raider, Far Cry, God of War, Elden Ring, The Legend of Zelda e Assassin’s Creed estão voltando às telas em projetos que podem definir o futuro desse gênero.

Algumas chegarão aos cinemas. Outras serão transformadas em séries. Todas, porém, enfrentarão o mesmo desafio: traduzir mundos interativos para histórias que funcionem mesmo quando o controle não está nas mãos do jogador.

As maiores adaptações dos games que estão por vir
Grandes franquias dos videogames estão preparando novas produções live-action.

Nem todos os projetos desta lista serão filmes. Tomb Raider, Far Cry, God of War e Assassin’s Creed serão séries, enquanto Street Fighter, Elden Ring e The Legend of Zelda chegarão aos cinemas.

Os projetos que estão por vir

Street Fighter Filme — 16 de outubro de 2026
Tomb Raider Série do Prime Video — sem data
Far Cry Série antológica do FX — sem data
God of War Série do Prime Video — sem data
Elden Ring Filme — 3 de março de 2028
The Legend of Zelda Filme — 7 de maio de 2027
Assassin’s Creed Série da Netflix — sem data
1

Street Fighter

Filme — estreia em outubro de 2026

Street Fighter ganhará mais uma oportunidade nos cinemas. Depois das adaptações anteriores terem dividido os fãs, o novo longa tentará transformar o torneio e os personagens clássicos da Capcom em uma produção de ação moderna.

A história será ambientada em 1993 e acompanhará Ryu e Ken, dois lutadores que se afastaram, mas acabam retornando ao combate quando Chun-Li os recruta para o torneio World Warrior.

O que inicialmente parece ser apenas uma competição esconde uma conspiração capaz de colocar os próprios lutadores uns contra os outros.

O elenco inclui Andrew Koji como Ryu, Noah Centineo como Ken e Callina Liang como Chun-Li. A produção também reunirá personagens como Guile, Blanka, Vega, Zangief, Balrog e M. Bison.

Maior oportunidade

Combates com identidade

O filme precisa fazer cada lutador apresentar movimentos, estilos e personalidades reconhecíveis para os fãs dos jogos.

Maior risco

Personagens demais

Um elenco muito grande pode transformar a narrativa em uma sequência de participações sem desenvolvimento suficiente.

Novo filme live-action de Street Fighter
Ryu, Ken e Chun-Li estarão no centro da nova adaptação.
2

Tomb Raider

Série do Prime Video — em produção

Lara Croft retornará em uma nova série live-action do Prime Video. Desta vez, a personagem será interpretada por Sophie Turner.

A produção foi criada e escrita por Phoebe Waller-Bridge, que também ocupa os cargos de produtora executiva e co-showrunner ao lado de Chad Hodge.

O elenco ainda inclui Sigourney Weaver, Jason Isaacs, Martin Bobb-Semple e Bill Paterson. Alguns interpretarão personagens conhecidos dos jogos, enquanto outros foram criados especialmente para a série.

Tomb Raider possui tudo o que uma grande aventura precisa: ruínas, enigmas, artefatos, organizações perigosas e uma protagonista capaz de sobreviver em ambientes extremos.

O maior desafio será encontrar uma identidade própria. A nova Lara precisará respeitar suas diferentes versões sem parecer apenas uma cópia dos filmes anteriores ou dos jogos mais recentes.

Sophie Turner como Lara Croft em Tomb Raider
Sophie Turner interpretará Lara Croft na nova série do Prime Video.
3

Far Cry

Série antológica do FX — em desenvolvimento

Far Cry será adaptado como uma série antológica do FX. Isso significa que cada temporada poderá apresentar novos personagens, cenários e conflitos, seguindo a estrutura utilizada pelos próprios jogos.

A produção será exibida pelo Hulu nos Estados Unidos e pelo Disney+ em mercados internacionais.

A estrutura antológica parece especialmente adequada para a franquia. Far Cry nunca dependeu de um único protagonista ou de uma única região. Cada jogo apresenta um lugar diferente dominado por violência, conflitos políticos e antagonistas carismáticos.

  • Cada temporada poderá explorar uma região diferente.
  • Novos vilões poderão assumir o centro de cada história.
  • A série não precisará copiar exatamente um único jogo.
  • O formato permite mudar elenco, período e estilo narrativo.

O perigo estará em transformar temas complexos em uma produção genérica de ação. Far Cry funciona melhor quando coloca o público em lugares aparentemente belos, mas dominados por medo, propaganda e violência.

Far Cry ganhará série live-action do FX
A estrutura antológica permitirá que cada temporada apresente um novo cenário.
4

God of War

Série do Prime Video — em produção

A adaptação de God of War seguirá a fase nórdica da franquia e acompanhará Kratos e Atreus em sua jornada para espalhar as cinzas de Faye no ponto mais alto dos nove reinos.

Essa escolha permite que a série comece com uma das histórias mais emocionais dos jogos. Kratos não é mais apenas o guerreiro dominado pela raiva da fase grega. Agora, ele precisa aprender a ser pai enquanto tenta esconder de Atreus os erros de seu passado.

A jornada combina mitologia, criaturas, batalhas e uma relação familiar marcada por silêncio, medo e dificuldade de demonstrar afeto.

God of War funcionará melhor se compreender que o verdadeiro centro da história não é a força de Kratos, mas sua tentativa de impedir que o filho repita seus erros.

A série precisará equilibrar combates grandiosos com os momentos de silêncio e aproximação entre pai e filho. Sem essa base emocional, até mesmo as maiores criaturas dos nove reinos poderão parecer vazias.

Série live-action de God of War
A adaptação acompanhará Kratos e Atreus durante a jornada da fase nórdica.
5

Elden Ring

Filme da A24 — estreia em março de 2028

Elden Ring ganhará um filme live-action produzido pela A24 e pela Bandai Namco. Alex Garland será responsável pelo roteiro e pela direção.

A escolha chama atenção porque Garland já trabalhou com ficção científica, conflitos políticos, violência e histórias que exigem interpretação do público.

O elenco anunciado inclui Kit Connor, Cailee Spaeny, Ben Whishaw, Nick Offerman, Tom Burke, Sonoya Mizuno e Jonathan Pryce.

Adaptar Elden Ring será uma das tarefas mais difíceis desta lista. O jogo apresenta grande parte de sua história por meio de ambientes, descrições de objetos e fragmentos de informações encontrados pelo jogador.

Maior oportunidade

Um épico de fantasia

As Terras Intermédias possuem escala, criaturas e mitologia suficientes para criar uma experiência visual impressionante.

Maior risco

Explicar demais

Transformar todos os mistérios em diálogos explicativos poderia eliminar parte da identidade do universo.

O filme precisará escolher uma perspectiva clara. Em vez de tentar reproduzir todas as possibilidades do jogo, poderá contar uma história específica dentro daquele universo.

Filme live-action de Elden Ring
Alex Garland escreverá e dirigirá a adaptação de Elden Ring.
6

The Legend of Zelda

Filme — estreia em maio de 2027

Depois do enorme sucesso de Super Mario nos cinemas, a Nintendo prepara uma adaptação live-action de The Legend of Zelda.

O filme será dirigido por Wes Ball e produzido com envolvimento direto de Shigeru Miyamoto. Benjamin Evan Ainsworth interpretará Link, enquanto Bo Bragason viverá a princesa Zelda.

A adaptação possui um universo extremamente rico para explorar. Hyrule reúne diferentes povos, criaturas, templos, lendas e conflitos que atravessam diversas eras.

Ao mesmo tempo, os jogos apresentam versões diferentes de Link, Zelda e do próprio reino. O filme precisará decidir se adaptará diretamente um título específico ou criará uma nova interpretação inspirada em diferentes fases da franquia.

  • Hyrule precisa parecer um mundo vivo e não apenas um cenário digital.
  • Link precisa funcionar como personagem além do controle do jogador.
  • A princesa Zelda deve ocupar uma posição ativa na narrativa.
  • A aventura precisa equilibrar fantasia, perigo e descoberta.
  • As referências não podem substituir uma história compreensível.

Zelda talvez seja a adaptação mais delicada desta lista. O filme precisará dar voz e personalidade a Link sem destruir a identificação criada entre o herói silencioso e os jogadores.

Filme live-action de The Legend of Zelda
Link e Zelda chegarão aos cinemas em maio de 2027.
7

Assassin’s Creed

Série da Netflix — em produção

Assassin’s Creed receberá uma nova oportunidade no live-action, agora em formato de série produzida pela Netflix em parceria com a Ubisoft.

A produção contará uma história original ambientada em Roma no ano 64, durante o período do Império Romano.

A trama acompanhará a guerra secreta entre duas organizações: uma determinada a controlar o futuro da humanidade e outra dedicada à preservação do livre-arbítrio.

O formato de série pode funcionar melhor do que o filme de 2016. Assassin’s Creed precisa de tempo para desenvolver sua ambientação histórica, os conflitos entre Assassinos e Templários e a ligação entre passado e presente.

Sinal positivo

História original

A série poderá utilizar as regras da franquia sem precisar repetir exatamente a jornada de um protagonista dos jogos.

Grande desafio

Equilibrar as linhas temporais

O presente, o Animus e a história antiga precisam se completar em vez de parecer narrativas desconectadas.

A Roma antiga oferece espaço para conflitos políticos, perseguições, conspirações e grandes acontecimentos históricos. Entretanto, o projeto precisará lembrar que Assassin’s Creed não é apenas parkour e assassinatos.

O coração da franquia está no conflito entre controle e liberdade, mostrando como as duas organizações interferem na história da humanidade.

Nova série live-action de Assassin's Creed
A série da Netflix contará uma história original ambientada na Roma Antiga.

Por que as adaptações de games melhoraram?

Durante muito tempo, grandes estúdios pareciam interessados apenas no nome das franquias. Personagens e cenários eram utilizados, mas a identidade dos jogos frequentemente desaparecia.

O crescimento do mercado e o envolvimento mais direto das desenvolvedoras começaram a mudar essa relação.

  • Os games passaram a ser tratados como grandes propriedades culturais.
  • Desenvolvedoras começaram a participar mais das produções.
  • O formato de série oferece mais tempo para universos complexos.
  • Os efeitos visuais permitem criar mundos antes considerados impossíveis.
  • Hollywood percebeu que fidelidade não significa copiar cada cena.
  • O público passou a exigir respeito pelo material original.

Uma boa adaptação não precisa reproduzir cada missão ou mecânica. Ela precisa compreender por que os jogadores se conectaram com aquele universo.

Adaptar um videogame não significa retirar o controle da mão do jogador. Significa encontrar uma nova maneira de preservar a emoção que ele sentiu.

Qual projeto possui o maior potencial?

Cada uma das produções apresenta uma oportunidade diferente.

Street Fighter pode entregar um grande espetáculo de luta. Tomb Raider pode se tornar uma aventura arqueológica de longa duração. Far Cry possui uma estrutura perfeita para temporadas independentes.

God of War já possui uma narrativa emocional pronta para o formato de série. Elden Ring pode se transformar em um dos épicos de fantasia mais estranhos do cinema moderno. Zelda carrega o peso de uma das franquias mais importantes da Nintendo.

Já Assassin’s Creed pode finalmente utilizar o tempo necessário para equilibrar história, ficção científica e a guerra entre Assassinos e Templários.

Veredito VOID NERD

Os games estão preparados para dominar as telas

O período em que adaptações de videogames eram automaticamente tratadas como fracassos parece ter ficado para trás.

Isso não significa que todos esses projetos serão bons. Franquias famosas, grandes elencos e efeitos caros não substituem roteiro, personagens e direção.

Porém, os próximos anos apresentam algo que raramente existiu nesse gênero: estúdios interessados, equipes experientes e empresas responsáveis pelos jogos participando diretamente das produções.

Street Fighter, Tomb Raider, Far Cry, God of War, Elden Ring, The Legend of Zelda e Assassin’s Creed possuem potencial para confirmar que os videogames não são apenas uma fonte de histórias para Hollywood, mas uma das forças mais importantes do entretenimento moderno.

Conclusão

Adaptar um jogo sempre será um desafio. O jogador não observa passivamente: ele explora, escolhe caminhos, enfrenta inimigos e constrói sua própria relação com aquele mundo.

Filmes e séries não conseguem reproduzir exatamente essa experiência. Eles precisam transformá-la.

Os melhores projetos serão aqueles que entenderem que fidelidade não está apenas nos figurinos, nas armas ou nos golpes conhecidos. Ela está na atmosfera, nos personagens e nos sentimentos que fizeram cada franquia permanecer na memória.

Os próximos anos mostrarão quais dessas adaptações compreenderam essa diferença — e quais apenas utilizaram um nome famoso.

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