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Jon Watts, diretor da trilogia do Homem‑Aranha, é anunciado para novo filme de Star Wars

Publicado em 28/09/2026 · 5 min de leitura

O diretor Jon Watts, conhecido por comandar os três filmes do Homem‑Aranha protagonizados por Tom Holland, foi apontado para dirigir o primeiro filme de uma nova trilogia de Star Wars escrita por Simon Kinberg. A informação foi publicada por veículos internacionais e traz de volta Watts ao universo criado por George Lucas — desta vez para um projeto que, segundo fontes, deverá inaugurar a próxima fase da chamada Skywalker Saga.

O que foi confirmado (e o que ainda é rumor)

Fontes como The Hollywood Reporter reportaram que Jon Watts foi “tapped” para assumir a direção do primeiro capítulo dessa trilogia. Também há relatos prévios do Knight Edge Media sobre o envolvimento do roteirista Simon Kinberg, que vem desenvolvendo um arco de três filmes desde o fim de 2024. Algumas publicações afirmam que a trilogia usaria o subtítulo “Episode X”, seguindo a numeração dos Episódios I a IX.

É importante separar o que é confirmado do que ainda depende de fontes: até o momento divulgado publicamente, a Disney/Lucasfilm não deu o sinal verde formal para o projeto. Ou seja, embora existam roteiros e equipe criativa em desenvolvimento, não há aprovação oficial para produção nem cronograma fechado.

Também circula que a personagem Rey (interpretada por Daisy Ridley) pode aparecer de alguma forma na nova trilogia. Isso se alinha a reportagens anteriores que indicaram que um projeto centrado em Rey — antes com a diretora Sharmeen Obaid‑Chinoy associado — foi substituído ou reconfigurado em favor desse novo arco sob o rótulo Episode X. Mais uma vez: são relatos com diferentes níveis de confirmação, e a Lucasfilm não divulgou detalhes oficiais sobre o elenco.

Contexto: onde isso entra no panorama atual de Star Wars

Desde o fim da chamada Skywalker Saga com a trilogia de 2015–2019, Star Wars expandiu seu universo em filmes e séries para streaming: títulos como The Mandalorian, Ahsoka e projetos animados ampliaram o cânone e a base de personagens. No front cinematográfico, um dos projetos mais adiantados e com data alvo é Starfighter, estrelado por Ryan Gosling e dirigido por Shawn Levy, com lançamento mirado para 27 de maio de 2027 — data que coincidiria com os 50 anos da franquia.

No rol de cineastas recentemente ligados ao universo Star Wars também aparecem nomes como David Lowery, Lee Isaac Chung, Jake Schreier, Bryce Dallas Howard e a dupla conhecida como The Daniels. A estratégia da Lucasfilm tem sido trabalhar com uma variedade de talentos com vozes distintas, mas nem todos os projetos anunciados estão em produção ativa — muitos ainda são desenvolvimentos criativos cujo destino depende de greenlights e agendas.

Quem é Jon Watts e por que isso importa

Jon Watts se tornou conhecido do grande público por dirigir Spider‑Man: Homecoming (2017), Spider‑Man: Far From Home (2019) e Spider‑Man: No Way Home (2021). Seu trabalho com o personagem de Tom Holland equilibrou tom adolescente, humor e ação — trazendo um foco forte em personagens e relacionamentos dentro de grandes cenas de set‑piece. Mais recentemente, Watts co‑criou e co‑escreveu a série Skeleton Crew, na qual dirigiu dois episódios, e esteve ligado como produtor em outros projetos.

O fato de a Lucasfilm mirar em Watts sugere interesse em uma abordagem que valorize personagens e narrativas de escala humana, possivelmente trazendo sensibilidade jovem e momentos íntimos para um universo que costuma alternar entre o pessoal e o espetacular. Ainda assim, adaptar esse estilo ao peso e à mitologia do que vem sendo chamado de Skywalker Saga exige equilíbrio: Star Wars tem demandas de worldbuilding, escala e expectativas de fãbase que nem sempre casam com uma abordagem puramente íntima.

Riscos e oportunidades

Oportunidade: Watts tem experiência em tornar o drama pessoal verossímil e emocionalmente conectado ao público. Isso pode ajudar a ancorar uma nova trilogia em personagens fortes, um recurso que funcionou bem em suas produções anteriores.

Risco: dirigir um filme de Star Wars — ainda mais um potencial capítulo central de uma nova saga — implica lidar com espectro amplo de efeitos, batalha espacial e mitologia estabelecida. A transição de um diretor mais acostumado ao tom adolescente/MCU para o tom épico e mitológico de Star Wars é possível, mas não automática.

O que vem a seguir

Por ora, a leitura prática é aguardar posicionamento oficial da Disney/Lucasfilm. Projetos em desenvolvimento podem sofrer mudanças de roteiro, de equipe e até de direção antes de serem efetivamente produzidos. Se a trilogia de Kinberg e a escolha de Watts avançarem para produção, o fã público deve esperar anúncios sobre roteiro final, elenco e calendário nos próximos meses ou anos, dependendo do andamento da aprovação.

Análise curta do VOID NERD

Escolher Jon Watts sinaliza que a Lucasfilm procura um balanço entre emoção humana e escala franquia. Watts já mostrou habilidade para contar histórias centradas em relações pessoais dentro de universos com ação em larga escala. Ainda assim, a maior prova será traduzir essa voz para o peso mítico — e muitas vezes exigente — da Skywalker Saga. Sem greenlight oficial, porém, tudo segue no campo das possibilidades: promissor, mas longe de garantido.

VEREDITO VOID NERD

Até aqui: notícia relevante. A escolha de Jon Watts é um movimento interessante que pode renovar o tom de Star Wars com sensibilidade para personagens. Porém, sem aprovação formal da Disney/Lucasfilm e sem detalhes sobre roteiro e elenco, trata‑se de um primeiro passo — promissor, mas condicional. Vamos acompanhar de perto.

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