Ondeh Ondeh Kaya’s Tasty Tale: preview revela aventura rítmica inspirada na culinária do Sudeste Asiático

O estúdio malaio Metronomik, em parceria com a Bandai Namco, apresentou um preview de Ondeh Ondeh Kaya’s Tasty Tale — título anunciado para 2027 em PlayStation 5, Xbox Series X|S, Nintendo Switch 2 e PC. A demonstração, vista em um evento pré‑Tokyo Game Show, revelou um jogo que mistura plataforma, puzzles e mecânicas rítmicas em um mundo inspirado pela cultura e pelas cozinhas do Sudeste Asiático.
O que foi confirmado
Do que foi mostrado e reportado: Ondeh Ondeh Kaya’s Tasty Tale acompanha Kaya, filha dos Worldbuilders Mama e Baba, em uma jornada para renovar os quatro sabores do mundo — salgado, azedo, amargo e doce — usando rituais ligados à música e ao ondéh, substância que dá nome ao jogo e que é parte central das mecânicas. A demo disponibilizada ao público incluiu o tutorial e uma parte da primeira missão, totalizando cerca de 40 minutos de jogatina.
Mechanicamente, o jogo aposta fortemente em sistemas que funcionam ao ritmo da trilha sonora — uma abordagem familiar para quem jogou No Straight Roads, estreia anterior da Metronomik. Aqui, porém, a trilha é mais folclórica e relaxante, menos rock do que em títulos anteriores do estúdio. Kaya usa uma colher como arma para combates corpo a corpo que seguem o compasso da música, e também manipula pools de ondéh que reagem a sons para alterar o cenário.
Um detalhe prático: o preview mostrou puzzles de colocação de ovelhas em piscinas de ondéh. Cada ovelha emite um som (um “bleat”) com um ritmo específico; ao colocá‑la em um pool, as ondulações fazem plataformas subirem ou descerem seguindo aquele padrão sonoro — criando caminhos, bloqueios e combinações rítmicas que o jogador precisa observar e usar para avançar.
Contexto: Metronomik e a tradição musical do estúdio
Metronomik foi fundada em 2017 por ex‑desenvolvedores de Final Fantasy XV e Street Fighter V e ganhou atenção em 2020 com No Straight Roads, um action‑adventure musical baseado em rock. A proposta de Ondeh Ondeh Kaya’s Tasty Tale mantém o foco do estúdio em jogos guiados por música e cultura, mas muda o tom para algo mais familiar, narrativo e centrado em puzzles de plataforma.
Essa mudança é relevante: enquanto No Straight Roads explorava combate rítmico mais intenso e estética pop/rock, o novo título parece buscar uma experiência mais acessível, charmosa e contemplativa — ainda com conflitos e chefes, mas com uma curva de dificuldade e tom pensados para público amplo.
O que vimos no preview
A demo começou com um tutorial que apresenta a mecânica básica: mover‑se e atacar no ritmo, interagir com pools de ondéh e carregar ovelhas para alterar o ambiente. Os puzzles iniciais são deliberadamente leves — soluções não exigem quebrar a cabeça, o que reforça a intenção de torná‑lo relaxante e familiar. Havia, no entanto, sinais de variação: um enigma opcional com sombras que sugeria referências a folclore asiático, algo que poderia tornar certas seções mais intrigantes.
O combate mostrado foi simples, com ataques medidos pelo tempo da música. O chefe da demo era uma mãe lobo gigante que lança filhotes em padrões e faz um movimento que inverte a ordem de lançamento, exigindo atenção à sequência musical e à posição. A diversão viria mais do conjunto visual e da coreografia rítmica do que de complexidade tática extrema.
Visualmente, o jogo aposta em estilo estilizado e cores quentes, com design de mundo que faz referência a ingredientes e pratos regionais. A trilha, descrita como folk e relaxante, acompanha a proposta de tornar a aventura um passeio agradável, não um teste de reflexos implacável.
Por que isso importa
Ondeh Ondeh Kaya’s Tasty Tale segue uma tendência saudável: desenvolvedores que exploram o ritmo como camada de design além de controlos tradicionais. Metronomik tem se firmado como um estúdio que entende música como gameplay; migrar desse DNA para um formato mais puzzle‑centered amplia o espectro criativo da equipe e oferece diversidade ao público gamer.
Além disso, a valorização de referências culturais do Sudeste Asiático em um jogo globalizado é relevante em termos de representatividade e identidade. Não é apenas estética; as mecânicas (ondéh, sabores, rituais) dialogam com a ambientação cultural, algo que pode enriquecer a experiência se tratado com cuidado.
Análise VOID NERD — impressões e cautelas
O preview indicou um jogo com identidade clara: leve, musical e com puzzles que se apoiam em ritmo. Isso é um mérito. A escolha por uma trilha mais folk e por puzzles acessíveis torna o jogo potencialmente atraente para famílias e jogadores que preferem experiências menos frenéticas. A ideia das ovelhas como geradoras de ritmos é simpática e abre espaço para puzzles criativos conforme novas habilidades sejam introduzidas.
Por outro lado, a demo também mostrou limites que merecem atenção. O combate, ao menos no estágio apresentado, parece menos ambicioso que em No Straight Roads — o que pode desapontar quem espera uma evolução direta das ideias de ação rítmica do estúdio. E, como a demo foi curta, resta saber se o jogo cobrará maior desafio, variedade e profundidade das mecânicas com o avanço — por exemplo, quando Kaya usar os quatro sabores de forma combinada.
Também é importante observar o equilíbrio entre charme cultural e superficialidade: referências ao folclore e à culinária do Sudeste Asiático enriquecem quando fundamentadas em narrativa e design cuidadosos; caso contrário, correm o risco de virar apenas um verniz estético. Metronomik parece ciente desse potencial, mas só a versão final dirá se a ambição será cumprida.
VEREDITO VOID NERD
Ondeh Ondeh Kaya’s Tasty Tale aparece como uma promessa afetiva: é criativo, tem identidade musical e um conceito de puzzle que se destaca pela originalidade (ondéh + sons de animais). Para quem busca uma experiência rítmica menos tensa e mais contemplativa, vale ficar de olho. A decisão final depende de como o jogo evoluirá em variedade de puzzles, profundidade das mecânicas e do tratamento narrativo-cultural na versão completa.
Em resumo: recomendado para quem gosta de propostas musicais e familiares; observação para jogadores que buscam desafio de ação rítmica intenso — neste preview, esse aspecto foi o mais discreto.
Fonte das informações: preview do jogo apresentado por Metronomik e Bandai Namco durante evento pré‑Tokyo Game Show, coberto em publicação de outubro de 2026.
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